Doença de Peyronie

Histórico da Doença

A Doença de Peyronie, é caracterizada por uma curvatura do pênis durante a ereção, que se desenvolve durante a vida, podendo atingir até 90 graus para cima, para o lado ou para baixo, freqüentemente associada a dor durante as ereções. Isto pode levar a um ato sexual difícil ou impossível.

Normalmente com a ereção, o tecido elástico do pênis expande e alonga simetricamente, resultando em uma ereção reta. Por causa da placa ou tecido cicatricial que não é elástico, impedirá uma ereção reta. A doença inicia como um pequeno nódulo ou constrição na haste peniana abaixo da pele que pode progredir e acometer uma grande extensão. Esta placa invade ou substitui o tecido elástico da túnica albugínea com um material não distensivo. Quando o paciente com Peyronie tem uma ereção, a placa não expande e o pênis curva para esse lado.

O trauma do pênis, durante a relação sexual também tem uma forte ligação com o desenvolvimento da doença, porém, somente 30 a 40% dos pacientes lembram do fato quando questionados. Este trauma levaria a um ferimento, que por sua vez levaria a uma inflamação e conseqüente formação de uma cicatriz na túnica, o que impediria da mesma esticar durante a ereção, levando a uma curvatura para o lado da mesma.
A evolução da doença.
As queixas do paciente com a doença de Peyronie podem ser agrupadas em duas fases: fase inflamatória e fase de fibrose (cicatriz).
A fase inflamatória estaria associada a dor durante as ereções, e a placa facilmente sentida abaixo da pele. Geralmente esta fase se resolve com o tempo e com tratamentos anti-inflamatórios.
Na segunda fase, quando a cicatriz está formada, geralmente temos a deformidade peniana, sem dor nas ereções e esta geralmente persiste.
Para melhores resultados no tratamento é importante o diagnóstico precoce, para que o tratamento se inicie ainda na fase inflamatória. Depois que a cicatriz foi formada geralmente o paciente não tem mais dor, e o tratamento irá depender da deformidade do pênis e será através de cirurgia.

Peyronie causa impotência?

Estudos indicam que alguns homens com doença de Peyronie tem perda da capacidade de manter o sangue no pênis durante a ereção (problema veno-oclusivo ou escape venoso). Isto pode dificultar a diferenciação do homem que tem problema de escape venoso daqueles que estão muito ansiosos acerca de seu pênis e perdem a ereção secundariamente a ansiedade e estresse. Na maioria das vezes a placa está no topo do pênis causando uma curvatura para cima. Entretanto, placas podem ocorrer em qualquer ponto do pênis, com conseqüente curvatura para o lado da mesma, e ai teremos curvaturas em diferentes sentidos. Em alguns pacientes o pênis além da placa não se torna suficientemente rígido (placa constritiva) ou pode ter uma disfunção erétil em todo pênis.

Relação com outras doenças.

Nos pacientes diabéticos, ocorrem um maior número de casos, e também naqueles que tem uma curvatura na face da mão (doença de Dupuytren).
A doença de Peyronie pode se apresentar em 70% dos casos com um nódulo palpável abaixo da pele.
Como existe uma hipótese hereditária, teoricamente pode haver uma maior incidência nos descendentes.

Tratamento

Existem várias técnicas de incisão de relaxamento na face curta do pênis, e até algum tempo atrás não havia uma única incisão que resolvesse todos os tipos de deformidades penianas. Foi desenvolvida uma técnica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Disciplina de Urologia pelo Dr. Paulo Henrique Egydio, que aplica um único princípio técnico para todos os tipos de deformidade com excelentes resultados.
Esta técnica visa a solução da curvatura associada ao alongamento peniano.

Vida sexual após a cirurgia.

Após 6 semanas da cirurgia pode ser restabelecida a vida sexual.
Nos casos operados até o momento com esta técnica, a qualidade de ereção antes da cirurgia tem se mantido após a mesma.
A cirurgia para correção da curvatura com conseqüente alongamento peniano não tem causado alteração na sensibilidade peniana, devido à dissecção cuidadosa dos nervos

Por: Dr. Paulo Henrique Egydio

- Especialização no Centro de Função Sexual "Center for Sexual Function"-Cleveland Clinic Foundation USA
- Aperfeiçoamento em Microcirurgia- Cleveland Clinic Foundation USA
- Médico do grupo de Andrologia Ambulatório de Doença de Peyronie - Clínica Urológica Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
- Pós-graduado nível doutorado Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo


Fonte: Planeta Natural