Higiene íntima, um gesto de respeito com o seu corpo

As vaginites são as principais queixas nos consultórios ginecológicos e devem ser consideradas um problema de saúde pública dada da alta freqüência de casos.

Nem sempre as vaginites são contraídas por via sexual. Há vaginites infecciosas e não infecciosas. As primeiras correspondem a 90% dos casos e atingem principalmente mulheres na fase reprodutiva da vida. As não infecciosas ocorrem principalmente em crianças e pessoas idosas.

Elas se caracterizam pelos processos inflamatórios ou infecciosos que acometem os órgãos genitais localizados abaixo da porção inferior do útero. O conjunto destes órgãos é chamado de trato genital inferior.

São três os principais tipos de vaginites infecciosas: vaginose bacteriana, candidíase e tricomoníase.

As vaginites são doenças simples, mas podem desencadear infecções mais graves, causar complicações na gravidez, no parto e até enfermidades irreversíveis, como a esterilidade por obstrução tubária. Por isso, elas devem ser tratadas adequadamente, sempre com a orientação de um médica.

Causas

Algumas causas das vaginites não infecciosas, que acometem principalmente crianças e mulheres idosas, podem ser: atrofia genital, má formação congênita, irritação externa da vagina (por objetos ou desodorantes íntimos) e trauma.
As infecciosas são causadas por parasitas: bactérias, fungos, vírus e protozoários.

A Vaginose bacteriana, corresponde cerca de 40% das ocorrências. Ela é causada por uma diminuição da concentração do bacilo de Dordeleine e de um aumento da Gardinela vaginalis e outras bactérias anaeróbias. Esses microorganismos são próprios da vagina e, inclusive, responsáveis pela saúde deste órgão.

A Tricomoníase é uma doença causada pelo Tricomonas vaginalis, um protozoário flagelado. Geralmente, é adquirido por várias vias, mas principalmente a sexual. Ele pode estar presente em alimentos contaminados e nas fezes. Hábitos precários de higiene podem fazê-lo entrar em contato com a vagina.

A Candidíase é causada por fungos. O mais comum é o Candida albicans, que existe normalmente no trato gastrointestinal onde não causa prejuízos. Ele pode ser adquirido por via sexual, ou em piscinas.

Como se defender?

Como em qualquer doença, prevenir é o melhor remédio. Dedique especial atenção à higiene íntima. é fundamental manter a região em condição de evitar a instalação de germes. A consulta regular ao ginecologista também é uma importantíssima medida de prevenção não só das vaginites, mas de muitas outras doenças.

Evite:
- Duchas freqüentes, especialmente com produtos químicos irritativos que alteram o ambiente vaginal normal (alteração de pH);
- Desodorantes em aerosol, sabões utilizados em lavanderias, amaciantes de roupas e aditivos para água de banho, que podem irritar a vulva;
- Roupas íntimas apertadas, não porosas;
- Outros fatores podem contribuir para a vulvovaginites. São eles: Hipersensibilidade aos espermaticidas, Lubrificantes da relação sexual, Hipersensibilidade ao látex do preservativo.


Fonte: Cuidando de sua Saúde